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Curiosidades de Pirenópolis: Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Tombada como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1989, Pirenópolis encanta a todos, não apenas por seus casarões antigos e bem conservados, mas principalmente por suas igrejas genuinamente coloniais do séc XVIII.

Atualmente a cidade possui três principais igrejas: Nossa Senhora do Rosário (Igreja Matriz), Nosso Senhor do Bonfim e Nossa Senhora do Carmo. Mas há muitos anos atrás, ela possuía mais uma, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.

Por volta de 1740, os negros e escravos da cidade eram proibidos de frequentar as “igrejas de brancos” devido à segregação racial vigente na época. Assim, em 1743 iniciou-se a construção da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, onde atualmente se encontra o coreto da feirinha.

O templo levou cerca de 14 anos para se erguer, e não possuía nem de longe a riqueza das outras igrejas, ornamentadas graças a atividade econômica da época, a mineração. Entretanto, o lugar recebeu trabalho primoroso de entalhes e pinturas em madeira, com 7 altares cinzelados  considerados os mais ornados da região e  característicos  do barroco brasileiro.

Segundo Jarbas Jayme, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, possuía o maior número de altares, eram todos "artisticamente cinzelados e de custosa e belíssima arquitetura".

Em 1889, com a aprovação da Lei Áurea, a população negra da cidade se afundou em miséria, que foi transmitida a seus descendentes. Sem verba para mantê-la limpa e conservada, a igreja precisou passar por algumas alterações onde sua fachada passou do estilo colonial ao neo-gótico, ocasionando sua demolição em 1944 por ordem da autoridade diocesana.

Imagens, alfaias, móveis e ornamentos foram repartidos entre as três igrejas de Pirenópolis, incluindo dois altares laterais, o sino e o altar-mor. Esse último foi posto na Igreja Matriz após o incêndio em 2002.

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